Abordagem inovadora no tratamento: envolvendo a resposta imunitária
As estratégias de imunoterapia contra o cancro são concebidas de forma a recrutar o sistema imunitário contra os tumores. Esta abordagem é inovadora no contexto oncológico e introduz novas abordagens no tratamento do cancro.1,2
Características da resposta imunitária3
Considerações para um efeito antitumoral duradouro
Duração da resposta
A resposta imunitária tem a capacidade de se adaptar à medida que o cancro evolui e pode tornar-se auto-propagada, depois de iniciado o ciclo da imunidade contra o cancro. As estratégias imunitárias dirigidas destinam-se a alavancar estes atributos, com o objetivo de induzir um efeito antitumoral duradouro.3-5
Pseudo-progressão
A infiltração de células T no local do tumor pode causar um aumento aparente no tamanho do tumor ou o aparecimento de novas lesões. Este efeito inflamatório pode ser incorretamente interpretado como progressão da doença, uma vez que pode ser difícil distinguir a imagem tumoral do infiltrado inflamatório nos exames imagiológicos e na imagem radiográfica. Foram desenvolvidos novos critérios para uma melhor caracterização dos padrões de resposta clínica relacionados com a resposta imunitária, que permitirão estudar este tipo terapêuticas nos ensaios clínicos e, posteriormente, na prática clínica.1,2,6
Acontecimentos adversos relacionados
Embora o objetivo da investigação no campo da imunoterapia contra o cancro seja compreender de que forma se ativam os componentes específicos da resposta imunitária, existe a possibilidade de se verificarem efeitos colaterais. O perfil de acontecimentos adversos pode variar com as diferentes estratégias imunomediadas. O reconhecimento e a gestão dos acontecimentos adversos com estas terapêuticas aumenta ao longo do tempo com a experiência clínica.1,3
Referências
- Mellman I, Coukos G, Dranoff G. Cancer immunotherapy comes of age. Nature. 2011;480:480-489. Artigo Completo
- Hoos A, Eggermont AM, Janetzki S, et al. Improved endpoints for cancer immunotherapy trials. J Natl Cancer Inst. 2010;102:1388-1397.Artigo Completo
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